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Salmos 115:1-8
1 Não a nós, Jeová, não a nós, mas ao teu nome dá glória, por amor da tua benignidade e da tua verdade.
2 Porque diriam as nações: Onde está o Deus deles?
3 Entretanto, o nosso Deus está nos céus; ele fez tudo o que lhe aprouve.
4 Os ídolos deles são prata e ouro, obra das mãos de homens.
5 Têm boca, mas não falam; têm olhos, mas não veem;
6 têm ouvidos, mas não ouvem; têm narizes, mas não cheiram;
7 têm mãos, mas não apalpam; têm pés, mas não andam; da sua garganta não sai som algum.
8 Semelhantes a eles se tornarão os que os fazem, bem como todo o que neles confia.
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Salmo 115:1-8 explicação
Ao iniciar este salmo, a ênfase recai em direcionar toda a glória a Deus. O Salmo 115:1-8 declara: Não a nós, Jeová, não a nós, mas ao teu nome dá glória, por amor da tua benignidade e da tua verdade (v. 1). Ao se concentrar em Deus em vez de em qualquer conquista humana, o salmista nos lembra que nossa maior segurança e honra residem somente no Senhor. Em vez de se vangloriar de realizações pessoais, os crentes são chamados a magnificar o Senhor que os sustenta e protege. Essa mensagem ressoa por toda a Escritura, apontando-nos para a humildade exigida daqueles que verdadeiramente temem a Deus, como também se vê nos chamados para glorificar o Pai encontrados nos ensinamentos de Jesus.
Continuando, o salmista observa como outros poderiam perceber a obra de Deus entre o Seu povo, dizendo: Porque diriam as nações: Onde está o Deus deles? (v. 2). Essa pergunta reflete o ceticismo dos povos vizinhos que observavam as lutas de Israel e questionavam a intervenção de Deus. Historicamente, Israel estava cercado por nações rivais como Moabe, Edom e Filístia, e por vezes enfrentava o desprezo delas quando a libertação não era imediata. A pergunta retórica do salmista reconhece essas dúvidas, ao mesmo tempo que serve como um ponto de virada para afirmar a soberania do Senhor.
Mas ele responde com confiança: Entretanto, o nosso Deus está nos céus; ele fez tudo o que lhe aprouve (v. 3). Essa verdade enfatiza o poder onipotente de Deus, que não é limitado pelas restrições terrenas nem forçado a agir por exigências humanas. A narrativa bíblica confirma repetidamente que a vontade do Senhor é suprema, seja em triunfos milagrosos ou em momentos que exigem paciência e fé. Essa noção prepara os crentes do Novo Testamento para reconhecerem os propósitos mais elevados de Deus, mesmo quando as circunstâncias nos deixam incertos, como Paulo proclama: Quão inescrutáveis são os seus juízos, e quão impenetráveis os seus caminhos!
O salmista então muda o foco para contrastar Deus com a inanimada presença dos ídolos: Os ídolos deles são prata e ouro, obra das mãos de homens (v. 4). Nas culturas do antigo Oriente Próximo, os ídolos eram comuns. Feitos de materiais preciosos, eram reverenciados como representações de divindades. Contudo, diferentemente do verdadeiro Deus, essas estátuas eram moldadas pela habilidade e imaginação humanas. O salmista expõe a fragilidade inerente à confiança em objetos forjados por mãos mortais, apontando para a estupidez de venerar imagens feitas pelo homem em vez do Criador vivo.
Este ponto é reforçado por: Têm boca, mas não falam; têm olhos, mas não veem (v. 5). O salmista zomba das características humanas desses ídolos, que, na realidade, não possuem poder algum para se comunicar ou compreender. Tal descrição revela a insensatez de dedicar devoção a coisas que carecem de vida intrínseca. O Deus de Israel, por outro lado, está plenamente presente, ouvindo os clamores do seu povo e respondendo com compaixão. Os profetas reforçaram essa distinção, repetidamente convocando o povo a retornar ao Deus que verdadeiramente vive e fala.
A ladainha continua: Tem ouvidos, mas não ouvem; têm narizes, mas não cheiram (v. 6). Aqui, o salmista enfatiza as deficiências dos ídolos. Embora possam parecer ter órgãos sensoriais, são incapazes de sentir ou reagir. Nos tempos bíblicos, os adoradores de ídolos frequentemente se decepcionavam quando suas ofertas não surtiam efeito. Em contraste, o povo de Deus entendia que o Senhor discerne cada oração e cada ato de adoração. Olhando para o Novo Testamento, vemos essa mesma verdade confirmada quando Jesus ensina sobre o Pai que conhece nossas necessidades e ouve nossas orações (para saber mais sobre como Jesus ensina que o Pai ouve as orações e dá boas dádivas aos seus filhos, leia nosso comentário sobre Mateus 7:7-11).
A imagem se expande com: Têm mãos, mas não apalpam; têm pés, mas não andam; da sua garganta não sai som algum (v. 7). Toda suposta capacidade desses deuses criados pelo homem se mostra inválida. Podem parecer ágeis e semelhantes a pessoas, mas não possuem poder para se mover, agir ou falar. Ao enfatizar essas falhas, o salmista nos convida a considerar se tudo aquilo em que confiamos que seja inferior a Deus é, em última análise, vazio. Onde o Deus bíblico dirige, age e fala, um ídolo fabricado permanece inerte.
O salmista conclui esta seção advertindo que Semelhantes a eles se tornarão os que os fazem, bem como todo o que neles confia (v. 8). Aquilo que as pessoas reverenciam, acabam por se assemelhar a elas. Confiar no que é sem vida e mudo conduz o coração ao vazio. Em contraste, confiar no Deus vivo concede vida, transformação e esperança. O salmista sugere que, quando ancoramos nossa fé no verdadeiro Criador, somos moldados por Sua vitalidade. Este princípio vital ressoa por toda a Escritura, culminando no convite de Jesus para permanecermos Nele a fim de produzir frutos duradouros.
A glória de Deus contrasta fortemente com os ídolos sem vida, e esta porção do salmo lembra aos fiéis que somente Ele é verdadeiramente soberano, atuante e digno de adoração. As nações vizinhas de Israel podiam se vangloriar de suas estátuas e santuários tangíveis, mas o salmista lembra aos fiéis que o verdadeiro poder pertence ao Senhor dos céus. A mensagem atemporal do salmo chama todos os povos a retornarem ao Deus vivo e a não se deixarem seduzir por imagens feitas por mãos humanas, por mais tentadoras que sejam.