Salomão alerta para a necessidade de atenção cuidadosa aos rebanhos e manadas, pois riqueza e autoridade não duram para sempre. Através da mudança das estações e do trabalho bem feito, a família é, em última análise, vestida, abastecida e sustentada.
Encerrando o capítulo, Provérbios 27:23-27 forma uma unidade pastoral sobre mordomia e provisão atentas: Procura conhecer o estado dos teus rebanhos, atende bem aos teus gados (v. 23).
Conheça bem o estado do seu rebanho. O pastor deve conhecer cada animal: quais estão saudáveis, quais estão debilitados, quais estão prenhes, quais estão feridos. O conhecimento é detalhado e pessoal. As ovelhas não revelam seu estado; o pastor deve observar.
O mesmo princípio se aplica ao gado: Preste atenção aos seus rebanhos. O versículo pode ser lido literalmente como um conselho agrícola, mas seus princípios se estendem a qualquer responsabilidade sobre seres vivos: uma empresa, uma igreja, uma família. O conhecimento atento e contínuo daqueles que estão sob nossos cuidados é o fundamento de uma administração fiel. Isso pode ser comparado a João 10:14: "Eu sou o bom pastor, conheço as minhas ovelhas, e as que são minhas me conhecem a mim".
O versículo seguinte menciona a razão: porque as riquezas não duram para sempre. Acaso, permanece a coroa para todas as gerações? (v. 24). Salomão aqui destaca a impermanência da riqueza negligenciada.
Qualquer riqueza acumulada pela família não se manterá por si só, pois a riqueza não é eterna. Sem os devidos cuidados, ela se dissipa: por meio de más decisões, gastos descontrolados e mudanças de circunstâncias.
Nem mesmo uma coroa perdura por todas as gerações. Até mesmo o poder real, a instituição humana que aparenta ser a mais duradoura, fracassa quando não é mantido. Dinastias chegam ao fim. Reinos caem. O versículo adverte contra a suposição de que o que foi herdado continuará sem uma administração ativa. O homem que conhece seus rebanhos está se preparando para a realidade de longo prazo de que riqueza e posição precisam ser sustentadas, e não meramente possuídas.
O versículo 25 continua a descrição agrícola: O feno é removido, aparece a erva verde, e recolhem-se as ervas dos montes (v. 25). O ciclo das estações é mencionado.
Quando a grama desaparece, surge um novo crescimento. A grama velha é consumida pelos rebanhos ou queimada pelo calor do verão. O novo crescimento que a substitui aparece com a mudança das estações. O versículo menciona o ciclo natural que o sábio pastor observa.
O pastor aproveita as estações do ano. Ele colhe o que cresce, aproveita o que a terra oferece e se prepara para a próxima estação. O versículo continua a descrição da gestão atenta dos recursos naturais: "As ervas das montanhas são colhidas em...". O sábio trabalha em harmonia com os ritmos da criação, e não contra eles.
O resultado é então descrito: Os cordeiros são para te vestires, e os cabritos, para o preço do campo (v. 26). O trabalho produz bens reais.
Os cordeiros servirão para as suas roupas. Os cordeiros do pastor, bem cuidados, produzem lã que se transforma nas roupas da família. O trabalho de cuidar dos rebanhos produz o que a família veste.
As cabras renderão o preço de um campo. As cabras, vendidas ou trocadas, geram os fundos que compram mais terras. A fidelidade do pastor este ano compra o campo que sua família cultivará no próximo ano. O versículo honra o poder lento e gerador do trabalho atento. O homem que cuida bem do seu rebanho descobre que este, por sua vez, produz o que sua família precisa e o que aumenta sua propriedade.
O último versículo encerra o capítulo com uma imagem de provisão: Bastará o leite das cabras para o teu alimento, para o alimento da tua casa e para o sustento das tuas escravas (v. 27). A família é sustentada.
O leite de cabra é suficiente para a sua alimentação. O alimento diário da família, incluindo o leite e o queijo feito com ele, provém das cabras que o pastor criou.
Para o sustento da tua casa e para o alimento das tuas servas. A provisão é suficiente para alimentar não apenas a família, mas também os servos que dependem da casa. O versículo encerra o capítulo com a imagem de uma propriedade bem administrada, onde o cuidado pastoral atento produz vestuário, capital e alimento diário para todos sob o teto do pastor. O princípio é amplo. O homem que conhece seus protegidos e cuida deles com esmero acaba com uma família próspera, em contraste com o homem que presume que sua riqueza se sustentará sozinha e descobre, eventualmente, que não. O capítulo termina não com uma advertência, mas com a imagem constante e gratificante do trabalho fiel produzindo o que as famílias precisam.
Provérbios 27:23-27
23 Procura conhecer o estado dos teus rebanhos, atende bem aos teus gados,
24 porque as riquezas não duram para sempre. Acaso, permanece a coroa para todas as gerações?
25 O feno é removido, aparece a erva verde, e recolhem-se as ervas dos montes.
26 Os cordeiros são para te vestires, e os cabritos, para o preço do campo.
27 Bastará o leite das cabras para o teu alimento, para o alimento da tua casa e para o sustento das tuas escravas.
Provérbios 27:23-27 explicação
Encerrando o capítulo, Provérbios 27:23-27 forma uma unidade pastoral sobre mordomia e provisão atentas: Procura conhecer o estado dos teus rebanhos, atende bem aos teus gados (v. 23).
Conheça bem o estado do seu rebanho. O pastor deve conhecer cada animal: quais estão saudáveis, quais estão debilitados, quais estão prenhes, quais estão feridos. O conhecimento é detalhado e pessoal. As ovelhas não revelam seu estado; o pastor deve observar.
O mesmo princípio se aplica ao gado: Preste atenção aos seus rebanhos. O versículo pode ser lido literalmente como um conselho agrícola, mas seus princípios se estendem a qualquer responsabilidade sobre seres vivos: uma empresa, uma igreja, uma família. O conhecimento atento e contínuo daqueles que estão sob nossos cuidados é o fundamento de uma administração fiel. Isso pode ser comparado a João 10:14: "Eu sou o bom pastor, conheço as minhas ovelhas, e as que são minhas me conhecem a mim".
O versículo seguinte menciona a razão: porque as riquezas não duram para sempre. Acaso, permanece a coroa para todas as gerações? (v. 24). Salomão aqui destaca a impermanência da riqueza negligenciada.
Qualquer riqueza acumulada pela família não se manterá por si só, pois a riqueza não é eterna. Sem os devidos cuidados, ela se dissipa: por meio de más decisões, gastos descontrolados e mudanças de circunstâncias.
Nem mesmo uma coroa perdura por todas as gerações. Até mesmo o poder real, a instituição humana que aparenta ser a mais duradoura, fracassa quando não é mantido. Dinastias chegam ao fim. Reinos caem. O versículo adverte contra a suposição de que o que foi herdado continuará sem uma administração ativa. O homem que conhece seus rebanhos está se preparando para a realidade de longo prazo de que riqueza e posição precisam ser sustentadas, e não meramente possuídas.
O versículo 25 continua a descrição agrícola: O feno é removido, aparece a erva verde, e recolhem-se as ervas dos montes (v. 25). O ciclo das estações é mencionado.
Quando a grama desaparece, surge um novo crescimento. A grama velha é consumida pelos rebanhos ou queimada pelo calor do verão. O novo crescimento que a substitui aparece com a mudança das estações. O versículo menciona o ciclo natural que o sábio pastor observa.
O pastor aproveita as estações do ano. Ele colhe o que cresce, aproveita o que a terra oferece e se prepara para a próxima estação. O versículo continua a descrição da gestão atenta dos recursos naturais: "As ervas das montanhas são colhidas em...". O sábio trabalha em harmonia com os ritmos da criação, e não contra eles.
O resultado é então descrito: Os cordeiros são para te vestires, e os cabritos, para o preço do campo (v. 26). O trabalho produz bens reais.
Os cordeiros servirão para as suas roupas. Os cordeiros do pastor, bem cuidados, produzem lã que se transforma nas roupas da família. O trabalho de cuidar dos rebanhos produz o que a família veste.
As cabras renderão o preço de um campo. As cabras, vendidas ou trocadas, geram os fundos que compram mais terras. A fidelidade do pastor este ano compra o campo que sua família cultivará no próximo ano. O versículo honra o poder lento e gerador do trabalho atento. O homem que cuida bem do seu rebanho descobre que este, por sua vez, produz o que sua família precisa e o que aumenta sua propriedade.
O último versículo encerra o capítulo com uma imagem de provisão: Bastará o leite das cabras para o teu alimento, para o alimento da tua casa e para o sustento das tuas escravas (v. 27). A família é sustentada.
O leite de cabra é suficiente para a sua alimentação. O alimento diário da família, incluindo o leite e o queijo feito com ele, provém das cabras que o pastor criou.
Para o sustento da tua casa e para o alimento das tuas servas. A provisão é suficiente para alimentar não apenas a família, mas também os servos que dependem da casa. O versículo encerra o capítulo com a imagem de uma propriedade bem administrada, onde o cuidado pastoral atento produz vestuário, capital e alimento diário para todos sob o teto do pastor. O princípio é amplo. O homem que conhece seus protegidos e cuida deles com esmero acaba com uma família próspera, em contraste com o homem que presume que sua riqueza se sustentará sozinha e descobre, eventualmente, que não. O capítulo termina não com uma advertência, mas com a imagem constante e gratificante do trabalho fiel produzindo o que as famílias precisam.