Humanos e animais ambos retornam ao pó. Então, como os humanos são melhores que os animais? Nosso propósito e contentamento vêm de aceitarmos a realidade e confiarmos em Deus.
Salomão fala consigo mesmo em relação aos filhos dos homens, consciente de si mesmo em sua contemplação. A frase “filhos dos homens” é um termo poético que se refere à raça humana. Expandindo a noção de Deus como juiz, Salomão, agora, diz a si mesmo: Deus com certeza os testou, referindo—se aos filhos dos homens. A palavra em hebraico traduzida como “provar” traz a noção de algo sendo purificado. O exercício aqui é que Salomão observa Deus usando as provas para purificar a humanidade, demonstrando que são todos apenas brutos. Isso soa um pouco estranho, mas Salomão continua sua explicação: Porque o destino dos filhos dos homens e o destino das feras é o mesmo. Assim como um morre, o outro também.
A morte é destinada a ser nossa instrutora, nossa professora. Ambos, humanos e animais, vivem e morrem; assim, não existe vantagem entre os homens e as feras, porque ambos acabam morrendo. Baseados apenas na razão e experiência humana, os humanos são, na verdade, piores que os animais, porque Deus colocou a “eternidade em nossos corações” (Eclesiastes 3:11). Não gostamos da ideia de que a vida acabe, enquanto as feras estão totalmente alheias a tal realidade. Por mais que pareça que somos mais inteligentes, mais sábios e temos mais autoridade (isso é empiricamente verdadeiro), a realidade é que essas vantagens são repletas de vapor (veja os comentários de Eclesiastes 1:2). Inteligência e autoridade não são tão vantajosas como parecem ser. Tudo vai para o mesmo lugar no fim, tudo veio do pó e tudo retorna ao pó.
Será que deveríamos usar nossa razão para saber mais? Salomão nos recomenda que não. Ele afirma: Quem sabe se o respirar do homem sobe e o respirar das feras desce para a terra? A palavra “respirar” nesta frase é “ruwach”, que também pode ser traduzida como “vento” ou “espírito”. É provável que Salomão esteja perguntando: “Como realmente saber se nosso espírito vai para o céu, enquanto o espírito das feras fica na terra?” A resposta implícita é: Não saberemos. Podemos correr atrás do vento, mas não podemos pegá—lo. Sabemos que existe um espírito em todos os seres viventes, mas não podemos vê—lo. Então, como saber para onde ele vai? Podemos saber apenas pela fé.
Concluindo o capítulo 3, Salomão usa novamente a frase “não há nada melhor” para falar positivamente sobre nossas atividades. Devemos temer a Deus. Devemos confiar Nele, que Seus propósitos são bons para nós, mesmo que não os compreendamos. Esta é a nossa porção, nossa parte no grande jogo da vida. Salomão argumenta que devemos ser felizes em nossas atividades. Esta é a única possibilidade garantida, o grande presente de Deus.
Esta é a porção da humanidade: confiar em Deus, temê—Lo e aproveitar a dádiva da vida. A palavra “porção” significa nossa parte. Salomão parece sugerir que devemos aceitar o fato de que nossa perspectiva limitada só pode enxergar o vapor da vida. Porém, por fé, podemos ir além de nossas limitações e aproveitar a vida. Para isso, devemos primeiro adotar uma perspectiva adequada sobre a realidade, de que ela começa e termina com a fé em Deus.
Pois quem o poderá fazer voltar para ver o que há de ser depois dele? Não podemos ver o futuro, porque somos limitados, frágeis, seres imperfeitos. A certeza completa sempre nos escapa. O tempo brinca com nossas perspectivas e nos tenta com suposições perigosas. No entanto, temos uma porção, um papel definido dentro do vapor da vida. Recebemos a chance de temer a Deus e sermos felizes em nossas atividades. Isso é possível quando exercitamos a fé para aceitarmos a realidade baseada na Palavra de Deus e vivermos nesta realidade a cada dia de nossa existência.
Eclesiastes 3:18-22
18 Eu disse no meu coração: É por causa dos filhos dos homens, para que Deus os prove e para que vejam que eles mesmos são como os brutos.
19 Pois o que sucede aos filhos dos homens sucede aos brutos; uma e a mesma coisa lhes sucede a eles. Como morre um, assim morre o outro; todos têm o mesmo fôlego, e o homem não tem vantagem sobre os brutos. Pois tudo é vaidade.
20 Todos vão para um lugar; todos foram feitos do pó e todos voltarão para o pó.
21 Quem sabe se o espírito dos filhos do homem sobe para cima e se o espírito dos brutos desce para baixo, para a terra?
22 Pelo que vi que não há nada melhor do que regozijar-se o homem nas suas obras; porque essa é a sua porção. Pois quem o poderá fazer voltar para ver o que há de ser depois dele?
Eclesiastes 3:18-22 explicação
Salomão fala consigo mesmo em relação aos filhos dos homens, consciente de si mesmo em sua contemplação. A frase “filhos dos homens” é um termo poético que se refere à raça humana. Expandindo a noção de Deus como juiz, Salomão, agora, diz a si mesmo: Deus com certeza os testou, referindo—se aos filhos dos homens. A palavra em hebraico traduzida como “provar” traz a noção de algo sendo purificado. O exercício aqui é que Salomão observa Deus usando as provas para purificar a humanidade, demonstrando que são todos apenas brutos. Isso soa um pouco estranho, mas Salomão continua sua explicação: Porque o destino dos filhos dos homens e o destino das feras é o mesmo. Assim como um morre, o outro também.
A morte é destinada a ser nossa instrutora, nossa professora. Ambos, humanos e animais, vivem e morrem; assim, não existe vantagem entre os homens e as feras, porque ambos acabam morrendo. Baseados apenas na razão e experiência humana, os humanos são, na verdade, piores que os animais, porque Deus colocou a “eternidade em nossos corações” (Eclesiastes 3:11). Não gostamos da ideia de que a vida acabe, enquanto as feras estão totalmente alheias a tal realidade. Por mais que pareça que somos mais inteligentes, mais sábios e temos mais autoridade (isso é empiricamente verdadeiro), a realidade é que essas vantagens são repletas de vapor (veja os comentários de Eclesiastes 1:2). Inteligência e autoridade não são tão vantajosas como parecem ser. Tudo vai para o mesmo lugar no fim, tudo veio do pó e tudo retorna ao pó.
Será que deveríamos usar nossa razão para saber mais? Salomão nos recomenda que não. Ele afirma: Quem sabe se o respirar do homem sobe e o respirar das feras desce para a terra? A palavra “respirar” nesta frase é “ruwach”, que também pode ser traduzida como “vento” ou “espírito”. É provável que Salomão esteja perguntando: “Como realmente saber se nosso espírito vai para o céu, enquanto o espírito das feras fica na terra?” A resposta implícita é: Não saberemos. Podemos correr atrás do vento, mas não podemos pegá—lo. Sabemos que existe um espírito em todos os seres viventes, mas não podemos vê—lo. Então, como saber para onde ele vai? Podemos saber apenas pela fé.
Concluindo o capítulo 3, Salomão usa novamente a frase “não há nada melhor” para falar positivamente sobre nossas atividades. Devemos temer a Deus. Devemos confiar Nele, que Seus propósitos são bons para nós, mesmo que não os compreendamos. Esta é a nossa porção, nossa parte no grande jogo da vida. Salomão argumenta que devemos ser felizes em nossas atividades. Esta é a única possibilidade garantida, o grande presente de Deus.
Esta é a porção da humanidade: confiar em Deus, temê—Lo e aproveitar a dádiva da vida. A palavra “porção” significa nossa parte. Salomão parece sugerir que devemos aceitar o fato de que nossa perspectiva limitada só pode enxergar o vapor da vida. Porém, por fé, podemos ir além de nossas limitações e aproveitar a vida. Para isso, devemos primeiro adotar uma perspectiva adequada sobre a realidade, de que ela começa e termina com a fé em Deus.
Pois quem o poderá fazer voltar para ver o que há de ser depois dele? Não podemos ver o futuro, porque somos limitados, frágeis, seres imperfeitos. A certeza completa sempre nos escapa. O tempo brinca com nossas perspectivas e nos tenta com suposições perigosas. No entanto, temos uma porção, um papel definido dentro do vapor da vida. Recebemos a chance de temer a Deus e sermos felizes em nossas atividades. Isso é possível quando exercitamos a fé para aceitarmos a realidade baseada na Palavra de Deus e vivermos nesta realidade a cada dia de nossa existência.