O povo de Deus, outrora transplantado do Egito para uma herança próspera, agora anseia por restauração e renovada proteção divina.
Na passagem do Salmo 80:8-13, o salmista lamenta a situação difícil de Israel, relembrando como Deus, em seu amor, os estabeleceu em sua terra. Ele começa descrevendo como "Tu tiraste uma videira do Egito; expulsaste as nações e a plantaste" (v. 8), retratando Israel como uma vinha plantada por Deus. O Egito, localizado no canto nordeste da África, às margens do fértil Nilo, era a terra do cativeiro da qual Deus libertou o Seu povo por volta de meados do segundo milênio a.C. Ao libertá-los da opressão e estabelecê-los em uma nova pátria, Deus demonstrou o Seu poder soberano e a Sua fidelidade à aliança.
O cuidado dedicado à vinha aprofunda essa descrição, como observa o texto: "Tu limpaste o terreno diante dela, e ela lançou raízes profundas e encheu a terra" (v. 9). Deus não apenas desarraigou Israel; Ele os cultivou para que prosperassem. Seu crescimento foi extenso, como demonstra a expressão "Os montes foram cobertos pela sua sombra, e os cedros de Deus, pelos seus ramos" (v. 10). Mesmo aqueles que estavam fora dos limites imediatos da Terra Prometida notaram a influência de Israel, sublinhada pela menção de que "Estendia os seus ramos até o mar e os seus rebentos até o rio " (v. 11). O mar provavelmente alude ao Mediterrâneo, enquanto o rio pode se referir ao Eufrates, ilustrando quão expansivo e abençoado Deus pretendia que eles fossem.
O salmista então questiona por que tal favor aparentemente foi desfeito, perguntando: "Por que derrubaste os seus muros, de modo que todos os que passam por ali colhem os seus frutos?" (v. 12). Os muros protegiam a vinha de intrusos, mas, com a sua remoção, Israel tornou-se vulnerável ao julgamento e às calamidades. A situação desesperadora é enfatizada: " Um javali da floresta a devora, e tudo o que se move no campo se alimenta dela" (v. 13). Nas Escrituras, um javali da floresta denota um inimigo destrutivo, que ameaça devastar a terra outrora fértil. Este lamento antecipa o anseio por uma libertação maior, posteriormente cumprida em Jesus Cristo, a verdadeira Videira que restaura e protege o seu povo (João 15:1).
Salmos 80:8-13
8 Trouxeste do Egito uma videira; expeliste as nações e a plantaste.
9 Dispuseste o terreno diante dela; ela deitou profundas raízes e encheu a terra.
10 Cobriram-se os montes com a sombra dela, e, com os seus sarmentos, os cedros de Deus.
11 Ela estendeu os seus ramos até o mar e os seus rebentos, até o rio.
12 Por que lhe derrubaste as cercas, de sorte que a vindimam todos os que passam pelo caminho?
13 O javali da selva a devasta, e os animais do campo dela se nutrem.
Salmo 80:8-13 explicação
Na passagem do Salmo 80:8-13, o salmista lamenta a situação difícil de Israel, relembrando como Deus, em seu amor, os estabeleceu em sua terra. Ele começa descrevendo como "Tu tiraste uma videira do Egito; expulsaste as nações e a plantaste" (v. 8), retratando Israel como uma vinha plantada por Deus. O Egito, localizado no canto nordeste da África, às margens do fértil Nilo, era a terra do cativeiro da qual Deus libertou o Seu povo por volta de meados do segundo milênio a.C. Ao libertá-los da opressão e estabelecê-los em uma nova pátria, Deus demonstrou o Seu poder soberano e a Sua fidelidade à aliança.
O cuidado dedicado à vinha aprofunda essa descrição, como observa o texto: "Tu limpaste o terreno diante dela, e ela lançou raízes profundas e encheu a terra" (v. 9). Deus não apenas desarraigou Israel; Ele os cultivou para que prosperassem. Seu crescimento foi extenso, como demonstra a expressão "Os montes foram cobertos pela sua sombra, e os cedros de Deus, pelos seus ramos" (v. 10). Mesmo aqueles que estavam fora dos limites imediatos da Terra Prometida notaram a influência de Israel, sublinhada pela menção de que "Estendia os seus ramos até o mar e os seus rebentos até o rio " (v. 11). O mar provavelmente alude ao Mediterrâneo, enquanto o rio pode se referir ao Eufrates, ilustrando quão expansivo e abençoado Deus pretendia que eles fossem.
O salmista então questiona por que tal favor aparentemente foi desfeito, perguntando: "Por que derrubaste os seus muros, de modo que todos os que passam por ali colhem os seus frutos?" (v. 12). Os muros protegiam a vinha de intrusos, mas, com a sua remoção, Israel tornou-se vulnerável ao julgamento e às calamidades. A situação desesperadora é enfatizada: " Um javali da floresta a devora, e tudo o que se move no campo se alimenta dela" (v. 13). Nas Escrituras, um javali da floresta denota um inimigo destrutivo, que ameaça devastar a terra outrora fértil. Este lamento antecipa o anseio por uma libertação maior, posteriormente cumprida em Jesus Cristo, a verdadeira Videira que restaura e protege o seu povo (João 15:1).