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1 Crônicas 9:10-16
10 Dos sacerdotes: Jedaías, Jeoiaribe e Jaquim;
11 Azarias, filho de Hilquias, filho de Mesulão, filho de Zadoque, filho de Meraiote, filho de Aitube, regente da Casa de Deus;
12 Adaías, filho de Jeroão, filho de Pasur, filho de Malquias, e Masai, filho de Adiel, filho de Jazera, filho de Mesulão, filho de Mesilemite, filho de Imer,
13 e seus irmãos, cabeças das suas famílias, em número de mil e setecentos e sessenta, homens ilustres em valor para a obra do ministério da Casa de Deus.
14 Dos levitas: Semaías, filho de Hassube, filho de Azricão, filho de Hasabias, dos filhos de Merari;
15 Baquebacar, Heres, Galal e Matanias, filho de Mica, filho de Zicri, filho de Asafe;
16 Obadias, filho de Semaías, filho de Galal, filho de Jedutum, e Berequias, filho de Asa, filho de Elcana, que morava nas vilas dos netofatitas.
1 Crônicas 9:10-16 explicação
1 Crônicas 9:10-16 registra os ministros do santuário reconstruído: as casas sacerdotais e as famílias levitas que retornaram para servir. Os sacerdotes vêm em primeiro lugar: Entre os sacerdotes estavam Jedaías, Jeoiaribe e Jaquim (v. 10). Esses três nomes correspondem aos chefes das divisões sacerdotais que Davi estabeleceu para o serviço no templo — Jeoiaribe tirou a primeira sorte, Jedaías a segunda e Jaquim a vigésima primeira (1 Crônicas 24:7, 17). Os antigos sacerdotes sobreviveram ao exílio e retornaram para o serviço.
Um dos principais sacerdotes, Azarias, recebe uma genealogia completa: "Azarias, filho de Hilquias, filho de Mesulão, filho de Zadoque, filho de Meraiote, filho de Aitube, o chefe da casa de Deus" (v. 11). A linhagem percorre os nomes históricos do sumo sacerdócio de Israel — Zadoque, que serviu a Davi e ungiu Salomão (1 Reis 1:39), e Hilquias, que encontrou o livro da lei nos dias de Josias (2 Crônicas 34:14-15), pertencem à mesma linhagem familiar. O título de chefe da casa de Deus (v. 11) indica a posição do sacerdote responsável pelas operações do templo. A genealogia assegurava à comunidade que os homens que cuidavam do altar eram verdadeiros filhos de Arão, uma questão tão séria que os sacerdotes que retornavam sem comprovação genealógica eram excluídos do sacerdócio até que pudessem consultar o Urim e Tumim (Esdras 2:62-63).
Mais duas famílias sacerdotais juntam-se à lista: Adaías, filho de Jeroão, filho de Pasur, filho de Malquias, e Maasai, filho de Adiel, filho de Jazerá, filho de Mesulão, filho de Mesilemite, filho de Imer (v. 12). Pasur e Imer chefiam famílias sacerdotais contadas entre os que retornaram (Esdras 2:37-38). Então, o total: e seus parentes, chefes das famílias de seus pais, 1.760 homens muito capazes para o serviço da casa de Deus (v. 13). A descrição "homens muito capazes" utiliza a linguagem de valor que essas genealogias empregam para soldados — Crônicas aplica vocabulário guerreiro ao serviço do altar. Competência e força dedicadas ao serviço se equiparam à proeza militar no registro de Deus.
Os levitas seguem: Entre os levitas estavam Semaías, filho de Hassube, filho de Azricão, filho de Hasabias, descendente de Merari (v. 14). Merari era o terceiro filho de Levi (1 Crônicas 6:1), cujos clãs haviam carregado as estruturas do tabernáculo pelo deserto (Números 4:29-33). Em seguida vêm Babacar, Heres, Galal e Matanias, filho de Mica, filho de Zicri, filho de Asafe (v. 15), e Obadias, filho de Semaías, filho de Galal, filho de Jedutum, e Berequias, filho de Asa, filho de Elcana, que viviam nas aldeias dos netofatitas (v. 16).
Dois nomes nesses versículos carregam ricas associações: Asafe e Jedutum eram músicos principais que Davi designou para dar graças diante da arca (1 Crônicas 16:4-7, 41-42), e salmos trazem os nomes de ambos (Salmo 50; Salmo 39, sobrescrito). O retorno de seus descendentes a Jerusalém significava que os cânticos estavam voltando para casa com eles. As aldeias dos netofatitas (v. 16), perto de Belém, também abrigavam cantores levitas nos dias de Neemias (Neemias 12:28) — membros da equipe de adoração que viviam a uma distância razoável da cidade, prontos para seus turnos de trabalho.
As proporções deste registro contam sua própria história. Os sacerdotes somavam 1.760 homens muito capazes (v. 13) — um grande contingente para uma cidade modesta, pois a casa de Deus era o centro de trabalho da comunidade restaurada. O próprio sacerdócio era uma dádiva de Deus: "Eu lhes dou o sacerdócio como um serviço concedido" (Números 18:7). Para os exilados que retornaram, um altar totalmente guarnecido significava que o relacionamento rompido pela "infidelidade" (1 Crônicas 9:1) estava funcionando novamente — sacrifícios ascendendo, expiação feita, ofertas da manhã e da tarde de volta à normalidade. O registro de ministros é, em si, um registro da comunhão restaurada com Deus.