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1 Samuel 9:5-10
5 Tendo eles chegado à terra de Zufe, disse Saul para o servo que levava consigo: Vem, e voltemos; não suceda que meu pai deixe de pensar nas jumentas e que se aflija por nós.
6 Disse-lhe o servo: Eis que há, nesta cidade, um homem de Deus, e ele é muito considerado; tudo o que ele diz sucede infalivelmente. Vamos, pois, lá porventura, ele nos pode informar sobre o caminho que seguimos.
7 Então, disse Saul ao seu servo: Porém, se lá formos, que é o que levaremos ao homem? Pois já se acabou o pão dos nossos alforjes, e nenhum presente temos que levar ao homem de Deus. Que temos?
8 O servo tornou a responder a Saul: Eis que se acha na minha mão um quarto de siclo de prata. Dá-lo-ás ao homem de Deus, para que nos mostre o caminho
9 (Antigamente, em Israel, todo o que ia consultar a Deus dizia assim: Vinde, vamos ter com o vidente; porque aquele que, hoje, se chama profeta se chamava, outrora, vidente).
10 Disse Saul ao seu servo: Dizes bem, anda, vamos. Assim, subiram à cidade em que estava o homem de Deus.
1 Samuel 9:5-10 explicação
Saul e seu servo estavam procurando as jumentas perdidas de seu pai havia algum tempo quando chegaram a uma região conhecida como Zufe: Tendo eles chegado à terra de Zufe, disse Saul para o servo que levava consigo: Vem, e voltemos; não suceda que meu pai deixe de pensar nas jumentas e que se aflija por nós (v. 5). Zufe provavelmente era uma região na área montanhosa central do antigo Israel, perto de Ramá. Saul, que viveu por volta do final do século XI a.C., reconheceu que seu pai, Quis, poderia estar mais preocupado com a segurança deles do que com a dos animais. Essa preocupação demonstra o senso de responsabilidade de Saul e o respeito pela paz de espírito de seu pai.
O servo, porém, sugeriu que buscassem a orientação de um profeta na cidade seguinte, confiante de que o homem de Deus ali presente poderia indicar-lhes o caminho certo. Disse-lhe o servo: Eis que há, nesta cidade, um homem de Deus, e ele é muito considerado; tudo o que ele diz sucede infalivelmente. Vamos, pois, lá; porventura, ele nos pode informar sobre o caminho que seguimos (v. 6). Na perspectiva dos israelitas daquela época, os profetas — anteriormente chamados de videntes — eram considerados homens guiados por Deus, cujas palavras carregavam autoridade e verdade. O servo acreditava que essa figura respeitada — na verdade, Samuel, o profeta de Deus naquele período — poderia ajudá-los a encontrar uma solução para aquela busca infrutífera.
Saul hesitou, percebendo que não tinham um presente apropriado para oferecer ao profeta: Então, disse Saul ao seu servo: Porém, se lá formos, que é o que levaremos ao homem? Pois já se acabou o pão dos nossos alforjes, e nenhum presente temos que levar ao homem de Deus. Que temos? (v. 7). Oferecer um presente era um costume que demonstrava honra e respeito, especialmente ao buscar conselho divino. Saul, inexperiente em tais assuntos, queria ter certeza de que abordariam o profeta da maneira correta.
O servo apresentou uma solução prática, revelando uma pequena quantia de dinheiro que possuía. O servo tornou a responder a Saul: Eis que se acha na minha mão um quarto de siclo de prata. Dá-lo-ás ao homem de Deus, para que nos mostre o caminho (v. 8). Essa prata seria suficiente para demonstrar boa fé. A decisão deles de preparar humildemente uma oferta mostrou uma atitude de reverência para com o mensageiro de Deus.
Uma breve explicação em 1 Samuel 9:9 observa como os profetas eram comumente chamados de videntes em tempos antigos: (Antigamente, em Israel, todo o que ia consultar a Deus dizia assim: Vinde, vamos ter com o vidente; porque aquele que, hoje, se chama profeta se chamava, outrora, vidente) (v. 9). Esse detalhe histórico ressalta o respeito dado aos homens santos na sociedade israelita, bem como a evolução da terminologia de “vidente” para “profeta”. Mesmo naquela época, as pessoas buscavam discernimento espiritual para orientação tanto em questões cotidianas quanto em assuntos mais amplos.
Saul aceitou a ideia de seu servo, reconhecendo-a como sábia e decisiva. Disse Saul ao seu servo: Dizes bem, anda, vamos. Assim, subiram à cidade em que estava o homem de Deus (v. 10). Em 1 Samuel 9:10, Saul deu um passo que o levaria a encontrar Samuel, o profeta que o ungiria como o primeiro rei de Israel. Nesta passagem, vemos humildade, respeito e confiança no servo escolhido por Deus, prenunciando o papel crucial que Saul desempenharia na história da nação, embora seu reinado viesse a enfrentar grandes desafios.