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Deuteronômio 22:28-29
28 Se um homem achar uma moça que é virgem e não é desposada, e pegar nela, e se deitar com ela, e forem apanhados;
29 o homem que se deitou com ela dará ao pai da moça cinquenta siclos de prata, e ela ficará sendo sua mulher, porque a humilhou. Não a poderá repudiar por todos os seus dias.
Deuteronômio 22:28-29 explicação
Neste próximo caso de impureza sexual, Moisés explica aos israelitas o que fazer se um homem encontrar uma moça virgem, que não está noiva, e a agarrar e deitar—se com ela e eles forem descobertos (v.28). A palavra “agarrar” (hebraico "ḥāzāq", "apreender" ou "tomar") é a mesma palavra para “à força” no v.25. A linguagem usada por Moisés mostra claramente que a jovem era vítima de estupro, não uma parceira consensual.
Além disso, ao ter relações sexuais com a jovem, o homem tira sua virgindade, tornando quase impossível a ela encontrar outro homem para se casar ou desfrutar de um casamento feliz, já que a virgindade era uma condição crucial para o casamento em Israel (Deuteronômio 22:13-21). Neste caso, não haveria pena para a moça, já que ela era inocente.
A sentença, então, aplicava—se apenas ao homem. A pena para o homem (v.29) era tripla:
Esta pena protegeria os direitos da jovem e imporia ao homem a responsabilidade pelo bem—estar da mulher. Além disso, protegeria os direitos do pai da moça, que de outra forma poderia perder o valor total do dote.