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Esdras 6:6-12 explicação

Esdras 6:6-12 mostra como Deus usou um governante estrangeiro para providenciar a conclusão de Seu templo e reafirmou que as autoridades humanas não podem frustrar os planos do céu.

Em Esdras 6:6-12, o rei Dario responde a Tatenai, Setar-Bozenai e seus companheiros ordenando-lhes que permitam que os judeus reconstruam o templo de Deus. Ele declara: Agora, vós, Tatenai, governador além do rio, Setar-Bozenai e vossos companheiros, os afarsaquitas, que estais além do rio, retirai-vos longe dali (v. 6). Essa instrução destaca que esses oficiais persas, que governavam a região a oeste do Rio Eufrates (frequentemente referida nas Escrituras como "além do Rio"), devem cessar sua interferência. O rei continua: Não interrompais a obra dessa Casa de Deus; edifiquem o governador dos judeus e os seus anciãos esta Casa de Deus no seu lugar (v. 7). Ao esclarecer que o governador e os anciãos de Judá deveriam continuar, Dario mantém o decreto original de Ciro, garantindo que o templo de Deus em Jerusalém fosse restabelecido. Durante esta era (aproximadamente 522-486 a.C.), Dario I pretendia estabilizar os territórios do Império Persa, e honrar os antigos decretos reais era uma forma de apoiar a unidade religiosa e cívica.

O rei ainda instrui seus oficiais sobre o fornecimento dos recursos necessários, dizendo: Além disso, por mim se decreta o que haveis de fazer a esses anciãos dos judeus para a edificação dessa Casa de Deus, a saber, que, da fazenda do rei, isto é, do tributo dalém do rio, se dê com pontualidade a despesa a esses homens, para que não tenham interrupção (v. 8). Este edito garante que o projeto judaico receba apoio financeiro de impostos locais e que Também se lhes dê, dia após dia, sem falta, aquilo de que tiverem mister: novilhos, carneiros e cordeiros, para holocaustos ao Deus do céu, trigo, sal, vinho e azeite segundo a palavra dos sacerdotes que assistem em Jerusalém (v. 9). Tais provisões capacitariam os sacerdotes a retomar os sacrifícios regulares, invocados na instrução de para que ofereçam sacrifícios de cheiro suave ao Deus do céu, e orem pela vida do rei e de seus filhos (v. 10). Refletindo um tema bíblico mais amplo (2 Crônicas 7:15-16), o rei reconhece a soberania de Deus e convida orações por favor divino sobre seu governo e linhagem.

Para salvaguardar este decreto, Dario avisa que qualquer um que o violar será punido: Também por mim se decreta que todo o homem que alterar este decreto, se arranque uma viga da sua casa, e que ele seja levantado e pregado nela; e que da sua casa se faça um monturo (v. 11). A severidade desta medida, juntamente com a transformação da casa do violador em um monte de lixo, ressalta a seriedade do rei em proteger a reconstrução do templo. Ele conclui seu decreto proclamando: O Deus que fez habitar ali o seu nome derribe todos os reis e povos que estenderem a mão para alterar o decreto, para destruir essa Casa de Deus que está em Jerusalém. Eu, Dario, expedi o decreto; que se cumpra com toda a pontualidade (v. 12). Esta declaração convoca o próprio Deus para ser o guardião de Sua casa. Ele termina: Eu, Dario, editei este decreto, que seja executado com toda a diligência (v. 12). Assim, Dario, sentado em uma longa linhagem de governantes persas, de Ciro a Xerxes, garante que o templo de Jerusalém seja reconstruído e venerado, apontando para o cumprimento final do plano redentor de Deus para Seu povo (João 2:19-21).