AS SETE ÚLTIMAS PALAVRAS DE JESUS NA CRUZ: 1. UMA PALAVRA DE MISERICÓRDIA
"Pai, perdoalhes, porque não sabem o que fazem." (Lucas 23:34)
Talvez não seja surpreendente que a primeira declaração registrada de Jesus na cruz tenha sido uma oração ao Seu Pai Celestial. Mas o que é notável nessa declaração é por quem e pelo que Ele estava orando. Ele não estava orando por Si mesmo. Ele não estava pedindo a Deus para resgatáLo ou aliviar Seu sofrimento. Jesus estava orando em favor de Seus inimigos. E Ele estava pedindo ao Seu Pai que os perdoasse.
O pronome "eles" referese aos algozes de Jesus. Especificamente, inclui os soldados romanos que estavam no ato de causar seu sofrimento e morte. Mas "eles" também parece incluir todos aqueles que tiveram participação no sofrimento e execução de Jesus, incluindo: Pilatos, Caifás, Anás, os principais sacerdotes, escribas, anciãos e o povo judeu que se mostrou indiferente ou aprovou sua morte. "Eles" pode ter incluído seu discípulo Judas, que o traiu.
É interessante considerar como Jesus também poderia estar incluindo todos os pecadores (inclusive você) cuja desobediência provocou o Seu amor a ponto de vir à Terra para sofrer, morrer e expiar seus pecados.
O que Jesus quis dizer com "eles não sabem o que estão fazendo"?
Embora alguns tivessem mais consciência do que outros sobre o que estavam fazendo, todos os executores de Jesus eram, em grande medida (devido à sua incredulidade e corações endurecidos), ignorantes de quem Jesus realmente era. Ou seja, eles não acreditavam nem sabiam que Jesus era o Messias e o próprio Deus. Eles não sabiam a quem estavam fazendo essas coisas. Portanto, não compreendiam o que estavam fazendo quando o insultaram, abusaram dele, o condenaram, o atormentaram e o executaram.
No início do livro de Atos, Pedro consola os judeus pelo assassinato do Messias, dizendolhes: "Irmãos, eu sei que vocês agiram por ignorância, assim como os seus líderes" (Atos 3:17). O comentário de Pedro afirma especificamente que nem mesmo os líderes, como Caifás, Anás e Pilatos, entenderam o que estavam fazendo quando crucificaram Jesus.
Paulo descreveu algo semelhante em sua primeira carta aos crentes de Corinto:
"A sabedoria que nenhum dos governantes desta era compreendeu; pois, se a tivessem compreendido, não teriam crucificado o Senhor da glória." (1 Coríntios 2:8)
Além disso, os Salmos e os Cânticos do Servo de Isaías predisseram que o Messias não seria reconhecido por seus acusadores e executores (Salmo 22:6, 118:22; Isaías 53:34, 8). Em suas mentes distorcidas, eles racionalizaram que estavam fazendo um favor a Deus ao executálo e perseguir seus seguidores (João 16:2). O Evangelho de João explica até mesmo o raciocínio distorcido de Caifás e do Sinédrio (João 11:4753).
Ao longo de sua vida e morte, a identidade de Jesus nunca foi amplamente aceita ou conhecida. Como João escreveu:
"Ele estava no mundo, e o mundo foi feito por intermédio dele, e o mundo não o conheceu. Veio para o que era seu, e os seus não o receberam." (João 10:1011)
Na medida em que essas pessoas não sabiam quem era Jesus, elas não sabiam o que estavam fazendo.
O que eles estavam fazendo era insultálo, executálo e infligirlhe o máximo de humilhação, sofrimento e dor possível antes de sua morte na cruz.
A crucificação é uma forma desumana de execução. É um mal cruel e degradante que despreza o valor e a dignidade inerentes aos nossos semelhantes, criados à imagem de Deus. E, portanto, é um mal que corrompe o coração dos executores. Aqueles que crucificaram seus semelhantes, criados à imagem de Deus, precisam de perdão pela crueldade depravada do pecado da crucificação.
Mas os algozes de Jesus precisavam de perdão por crucificarem não apenas um semelhante inocente, um homem que foi condenado ilegalmente e com prazer, mas também o Messias que Deus enviou para redimir Israel e que era o próprio Deus. Crucificar Deus parece ser um crime muito mais grave.
No entanto, a primeira coisa que Jesus disse enquanto era crucificado foi pedir perdão aos seus acusadores, condenadores e algozes.
Isso por si só é impressionante e notável. Tal declaração foi, sem dúvida, muito diferente das reações típicas de criminosos crucificados. As reações normais das vítimas da crucificação seriam amaldiçoar aqueles que as torturavam até a morte; ou gritar em agonia insuportável, implorando para que parassem. Insultos venenosos de amarga rebeldia, soluços e lamentos lastimosos eram as reações comuns diante da cruz. Mas essas reações contrastavam de forma surpreendente com a inesquecível resposta de amor e perdão de Jesus.
Em vez de se queixar com razão ou clamar por vingança justa, Jesus orava para que Seu Pai tivesse misericórdia de Seus inimigos daqueles que O crucificavam.
A sintaxe grega no relato do Evangelho de Lucas sugere que Jesus ofereceu essa oração repetidamente. O Evangelho de Lucas também indica que Jesus orou enquanto os soldados romanos cravavam pregos em Seus pulsos e pés e erguiam a Sua cruz. É comovente pensar que Jesus escolheu orar por Seus inimigos em vez de beber o fel que os romanos lhe ofereceram para aliviar a dor, justamente no momento em que a dor provavelmente era mais aguda e intensa. Talvez uma das razões pelas quais Ele não bebeu essa poção para aliviar a dor tenha sido para não deixar que ela embotasse Sua mente ou O distraísse de amar Seus inimigos na cruz.
A oração de Jesus neste momento tão doloroso revela a sinceridade do Seu coração e a autenticidade dos Seus ensinamentos, como amar os inimigos e orar por aqueles que nos perseguem (Mateus 5:44); e perdoar misericordiosamente aqueles que nos fazem mal (Mateus 5:39, 6:14, 18:22).
Jesus estava vivendo o Princípio da Misericórdia, mesmo sem ter nada pelo que ser perdoado. O Princípio da Misericórdia afirma que Deus nos tratará da mesma forma que tratamos os outros especialmente quando se trata de como tratamos aqueles que nos fizeram mal. Jesus explicou o Princípio da Misericórdia logo após a Oração do Senhor:
"Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós; se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai vos não perdoará as vossas ofensas." (Mateus 6:1415)
Apesar de não ter pecado, Jesus escolheu demonstrar misericórdia mesmo crucificado. A própria cruz é um ato de misericórdia para toda a humanidade. Devemos seguir o exemplo de Jesus e sermos misericordiosos com nossos inimigos, até a morte, ao tomarmos nossa cruz e o seguirmos.
A oração de Jesus na crucificação, pedindo ao Pai que perdoasse seus inimigos, também revela as seguintes convicções sobre sua perspectiva da cruz:
Jesus jamais vacilou em sua convicção de que seu Pai estava no controle. Ele sabia que Deus estava no comando, mesmo enquanto estava sendo crucificado.
Jesus confiou na bondade de Seu Pai no pior momento de Sua vida. Ele permitiu ser crucificado porque confiava que Deus usaria e redimiria Seu sofrimento e morte para o bem (Isaías 49:4, 50:67, 53:1012; Filipenses 2:511; Hebreus 12:2).
A atitude de Deus para com os pecadores e seus inimigos é de amor (Mateus 20:28, 23:37; João 3:16; Romanos 5:68; Efésios 2:16; Colossenses 1:13, 2122, 2:1314; 2 Pedro 3:9).
As duas primeiras dessas convicções também ficam bem evidentes na observação final de Jesus na cruz:
"Pai, em Tuas mãos entrego o meu espírito." (Lucas 23:46)
A perspectiva e as convicções que Jesus tinha na cruz também devem ser a nossa perspectiva e as nossas convicções sempre que nos depararmos com sofrimento e dor causados por outros. Isso significa perdoar as pessoas por qualquer mal que nos façam injustamente, em vez de guardar rancor ou buscar vingança. E significa fazer isso o mais rápido possível, sem esperar que reconheçam a sua parcela de culpa na dor que nos causaram. Jesus não hesitou em perdoar os seus algozes. Ele não esperou que reconhecessem o erro de assassinálo. Ele não esperou que se arrependessem ou pedissem perdão. Ele os perdoou preventivamente e imediatamente, enquanto o pregavam na cruz.
Estêvão, o primeiro mártir cristão a ser morto por sua fé depois de Jesus, seguiu o exemplo do Senhor enquanto era apedrejado até a morte.
"Então, caindo de joelhos, clamou em alta voz: 'Senhor, não lhes imputes este pecado!'" (Atos 7:60)
Devemos seguir o exemplo de misericórdia de Cristo (e de Estêvão) sempre que formos maltratados, perdoando plenamente os outros o mais rápido possível, sem esperar ou exigir que reconheçam ou se arrependam dos erros que nos cometeram.
"Pai, perdoalhes, porque não sabem o que fazem." (Lucas 23:34)
AS SETE ÚLTIMAS PALAVRAS DE JESUS NA CRUZ:
1. UMA PALAVRA DE MISERICÓRDIA
"Pai, perdoalhes, porque não sabem o que fazem."
(Lucas 23:34)
Talvez não seja surpreendente que a primeira declaração registrada de Jesus na cruz tenha sido uma oração ao Seu Pai Celestial. Mas o que é notável nessa declaração é por quem e pelo que Ele estava orando. Ele não estava orando por Si mesmo. Ele não estava pedindo a Deus para resgatáLo ou aliviar Seu sofrimento. Jesus estava orando em favor de Seus inimigos. E Ele estava pedindo ao Seu Pai que os perdoasse.
O pronome "eles" referese aos algozes de Jesus. Especificamente, inclui os soldados romanos que estavam no ato de causar seu sofrimento e morte. Mas "eles" também parece incluir todos aqueles que tiveram participação no sofrimento e execução de Jesus, incluindo: Pilatos, Caifás, Anás, os principais sacerdotes, escribas, anciãos e o povo judeu que se mostrou indiferente ou aprovou sua morte. "Eles" pode ter incluído seu discípulo Judas, que o traiu.
É interessante considerar como Jesus também poderia estar incluindo todos os pecadores (inclusive você) cuja desobediência provocou o Seu amor a ponto de vir à Terra para sofrer, morrer e expiar seus pecados.
O que Jesus quis dizer com "eles não sabem o que estão fazendo"?
Embora alguns tivessem mais consciência do que outros sobre o que estavam fazendo, todos os executores de Jesus eram, em grande medida (devido à sua incredulidade e corações endurecidos), ignorantes de quem Jesus realmente era. Ou seja, eles não acreditavam nem sabiam que Jesus era o Messias e o próprio Deus. Eles não sabiam a quem estavam fazendo essas coisas. Portanto, não compreendiam o que estavam fazendo quando o insultaram, abusaram dele, o condenaram, o atormentaram e o executaram.
No início do livro de Atos, Pedro consola os judeus pelo assassinato do Messias, dizendolhes: "Irmãos, eu sei que vocês agiram por ignorância, assim como os seus líderes" (Atos 3:17). O comentário de Pedro afirma especificamente que nem mesmo os líderes, como Caifás, Anás e Pilatos, entenderam o que estavam fazendo quando crucificaram Jesus.
Paulo descreveu algo semelhante em sua primeira carta aos crentes de Corinto:
"A sabedoria que nenhum dos governantes desta era compreendeu; pois, se a tivessem compreendido, não teriam crucificado o Senhor da glória."
(1 Coríntios 2:8)
Além disso, os Salmos e os Cânticos do Servo de Isaías predisseram que o Messias não seria reconhecido por seus acusadores e executores (Salmo 22:6, 118:22; Isaías 53:34, 8). Em suas mentes distorcidas, eles racionalizaram que estavam fazendo um favor a Deus ao executálo e perseguir seus seguidores (João 16:2). O Evangelho de João explica até mesmo o raciocínio distorcido de Caifás e do Sinédrio (João 11:4753).
Ao longo de sua vida e morte, a identidade de Jesus nunca foi amplamente aceita ou conhecida. Como João escreveu:
"Ele estava no mundo, e o mundo foi feito por intermédio dele, e o mundo não o conheceu. Veio para o que era seu, e os seus não o receberam."
(João 10:1011)
Na medida em que essas pessoas não sabiam quem era Jesus, elas não sabiam o que estavam fazendo.
O que eles estavam fazendo era insultálo, executálo e infligirlhe o máximo de humilhação, sofrimento e dor possível antes de sua morte na cruz.
A crucificação é uma forma desumana de execução. É um mal cruel e degradante que despreza o valor e a dignidade inerentes aos nossos semelhantes, criados à imagem de Deus. E, portanto, é um mal que corrompe o coração dos executores. Aqueles que crucificaram seus semelhantes, criados à imagem de Deus, precisam de perdão pela crueldade depravada do pecado da crucificação.
Mas os algozes de Jesus precisavam de perdão por crucificarem não apenas um semelhante inocente, um homem que foi condenado ilegalmente e com prazer, mas também o Messias que Deus enviou para redimir Israel e que era o próprio Deus. Crucificar Deus parece ser um crime muito mais grave.
No entanto, a primeira coisa que Jesus disse enquanto era crucificado foi pedir perdão aos seus acusadores, condenadores e algozes.
Isso por si só é impressionante e notável. Tal declaração foi, sem dúvida, muito diferente das reações típicas de criminosos crucificados. As reações normais das vítimas da crucificação seriam amaldiçoar aqueles que as torturavam até a morte; ou gritar em agonia insuportável, implorando para que parassem. Insultos venenosos de amarga rebeldia, soluços e lamentos lastimosos eram as reações comuns diante da cruz. Mas essas reações contrastavam de forma surpreendente com a inesquecível resposta de amor e perdão de Jesus.
Em vez de se queixar com razão ou clamar por vingança justa, Jesus orava para que Seu Pai tivesse misericórdia de Seus inimigos daqueles que O crucificavam.
A sintaxe grega no relato do Evangelho de Lucas sugere que Jesus ofereceu essa oração repetidamente. O Evangelho de Lucas também indica que Jesus orou enquanto os soldados romanos cravavam pregos em Seus pulsos e pés e erguiam a Sua cruz. É comovente pensar que Jesus escolheu orar por Seus inimigos em vez de beber o fel que os romanos lhe ofereceram para aliviar a dor, justamente no momento em que a dor provavelmente era mais aguda e intensa. Talvez uma das razões pelas quais Ele não bebeu essa poção para aliviar a dor tenha sido para não deixar que ela embotasse Sua mente ou O distraísse de amar Seus inimigos na cruz.
A oração de Jesus neste momento tão doloroso revela a sinceridade do Seu coração e a autenticidade dos Seus ensinamentos, como amar os inimigos e orar por aqueles que nos perseguem (Mateus 5:44); e perdoar misericordiosamente aqueles que nos fazem mal (Mateus 5:39, 6:14, 18:22).
Jesus estava vivendo o Princípio da Misericórdia, mesmo sem ter nada pelo que ser perdoado. O Princípio da Misericórdia afirma que Deus nos tratará da mesma forma que tratamos os outros especialmente quando se trata de como tratamos aqueles que nos fizeram mal. Jesus explicou o Princípio da Misericórdia logo após a Oração do Senhor:
"Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós; se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai vos não perdoará as vossas ofensas."
(Mateus 6:1415)
Apesar de não ter pecado, Jesus escolheu demonstrar misericórdia mesmo crucificado. A própria cruz é um ato de misericórdia para toda a humanidade. Devemos seguir o exemplo de Jesus e sermos misericordiosos com nossos inimigos, até a morte, ao tomarmos nossa cruz e o seguirmos.
A oração de Jesus na crucificação, pedindo ao Pai que perdoasse seus inimigos, também revela as seguintes convicções sobre sua perspectiva da cruz:
As duas primeiras dessas convicções também ficam bem evidentes na observação final de Jesus na cruz:
"Pai, em Tuas mãos entrego o meu espírito."
(Lucas 23:46)
A perspectiva e as convicções que Jesus tinha na cruz também devem ser a nossa perspectiva e as nossas convicções sempre que nos depararmos com sofrimento e dor causados por outros. Isso significa perdoar as pessoas por qualquer mal que nos façam injustamente, em vez de guardar rancor ou buscar vingança. E significa fazer isso o mais rápido possível, sem esperar que reconheçam a sua parcela de culpa na dor que nos causaram. Jesus não hesitou em perdoar os seus algozes. Ele não esperou que reconhecessem o erro de assassinálo. Ele não esperou que se arrependessem ou pedissem perdão. Ele os perdoou preventivamente e imediatamente, enquanto o pregavam na cruz.
Estêvão, o primeiro mártir cristão a ser morto por sua fé depois de Jesus, seguiu o exemplo do Senhor enquanto era apedrejado até a morte.
"Então, caindo de joelhos, clamou em alta voz: 'Senhor, não lhes imputes este pecado!'"
(Atos 7:60)
Devemos seguir o exemplo de misericórdia de Cristo (e de Estêvão) sempre que formos maltratados, perdoando plenamente os outros o mais rápido possível, sem esperar ou exigir que reconheçam ou se arrependam dos erros que nos cometeram.
"Pai, perdoalhes, porque não sabem o que fazem."
(Lucas 23:34)
Leia aqui a segunda e última palavra de Jesus na cruz: "2: Uma Palavra de Segurança".