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1 Crônicas 13:5-6 explicação

1 Crônicas 13:5-6 descreve a grande assembleia — todo o Israel desde Sior, no Egito, até a entrada de Hamate — subindo a Baalá, isto é, Quiriate-Jearim, para trazer a arca de Deus, o SENHOR que está entronizado acima dos querubins, onde o Seu nome é invocado.

A reunião corresponde ao objetivo: "Congregou Davi todo o Israel desde a torrente do Egito até a entrada de Hamate, para conduzir de Quiriate-Jearim a arca de Deus" (v. 5). Os dois nomes de lugares marcam o alcance ideal da terra prometida — Sior, na fronteira do Egito, no extremo sudoeste, e a passagem em direção a Hamate, no extremo norte — os mesmos marcos usados para a terra que, conforme foi dito a Josué, ainda precisava ser conquistada (Josué 13:3-5). A referência do cronista a todo o Israel aqui abrange sua geografia mais ampla: uma congregação reunida de uma fronteira a outra para um projeto de adoração. O primeiro ato verdadeiramente nacional do reino após a coroação visava trazer a presença de Deus para casa, e toda a terra compareceu.

O destino carregava consigo toda a estranha história da arca: Subiu Davi com todo o Israel a Baalá, isto é, a Quiriate-Jearim, que pertenceu a Judá (v. 6). Baalá era o nome antigo da cidade (Josué 15:9). A arca repousou ali após o cativeiro entre os filisteus, quando os homens de Bete-Semes olharam para dentro dela e morreram, e os sobreviventes perguntaram: "Quem pode estar em pé diante de Jeová, deste Deus santo?" (1 Samuel 6:20). Quiriate-Jearim guardava a arca na casa de Abinadabe, no alto da colina, desde então (1 Samuel 7:1). A pergunta feita em Bete-Semes permaneceu sem resposta por duas gerações, e esta procissão está prestes a receber sua própria lição sobre ela.

Antes de narrar como a arca viajou, o narrador faz uma pausa para explicar o que a arca representa: para de lá trazer a arca de Jeová Deus, que está sentado sobre os querubins, a qual se chama pelo Nome (v. 6). A arca era uma representação terrena do trono de Deus, o estrado do Rei do universo; o salmista canta: “Jeová é Rei... ele está entronizado sobre os querubins; estremeça a terra” (Salmo 99:1). Mover a arca era aproximar-se do próprio SENHOR entronizado. Este é o cerne de toda a narrativa bíblica sobre a habitação de Deus — Sua presença movendo-se do tabernáculo para o templo, e então aproximando-se pessoalmente como Cristo Jesus, também chamado “Emanuel”, Deus conosco (Mateus 1:23), até que o Apocalipse de João anuncia: “Eis o tabernáculo de Deus está com os homens, e ele habitará com eles” (Apocalipse 21:3). A tragédia e a bênção do capítulo derivam, em última análise, do peso dessa identidade.