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Provérbios 22:22-23 explicação

O estudante é advertido a não explorar os pobres nem tirar vantagem dos vulneráveis por meio do poder ou da injustiça. O próprio SENHOR defende os aflitos e se opõe aos que os oprimem.

Os ditos sábios começam com uma advertência contra um tipo específico de injustiça em Provérbios 22:22-23: Não roubes ao pobre, porque é pobre, nem oprimas ao aflito na porta (v. 22). O versículo indica onde a tentação é maior.

Não roubes ao pobre, porque é pobre. A frase expõe um pecado específico: a tentação de tomar de alguém justamente porque essa pessoa não pode se defender. O pobre não tem advogado, não tem poder de barganha, não tem amigos influentes. Os ímpios veem a ausência de resistência como uma oportunidade. O versículo denomina essa postura como roubo.

Ou oprimas ao aflito na porta. A porta de uma cidade antiga era o lugar onde os casos judiciais eram julgados. Oprimir os aflitos à porta é usar os próprios tribunais para oprimir os indefesos. Tiago 5:4 traz a mesma advertência adiante: os salários retidos dos trabalhadores clamam ao Senhor dos Exércitos. O versículo chama o leitor sábio a inclinar a balança para o lado dos impotentes, em vez de contra eles.

O motivo da advertência é apresentado no versículo seguinte: pois Jeová pleiteará a causa deles e tirará a vida daqueles que os despojam (v. 23). O pobre pode não ter um defensor, mas o Senhor estará ao seu lado.

Jeová pleiteará a causa deles. A imagem é de um tribunal no qual o SENHOR assume o papel de advogado daquele que não tinha condições de pagar um advogado. A causa que o pobre homem não podia apresentar é apresentada pelo próprio Deus.

Tira a vida daqueles que os roubam. O SENHOR não se limita a repreender o opressor; Ele alcança a sua vida e lhe tira o que lhe foi tirado. A passagem conclui o ciclo do versículo 22. A razão para não roubar os pobres é que eles não estão tão sozinhos quanto parecem. A sua causa chegou ao tribunal superior, e o veredicto desse tribunal é irrecorrível.