Jó 6:8-13 mostra que o sofrimento de Jó é tão grande que ele deseja que Deus lhe tire a vida. Parece que Deus poderia acabar com sua dor se o matasse. Em vez disso, Jó está vivo e sofrendo terrivelmente. Mas, surpreendentemente, Jó também oferece louvor a Deus. Ele se alegra, embora esteja sofrendo, por ainda obedecer e reverenciar a Deus e Seus mandamentos. Ele não pecou. Mesmo assim, ele não sente esperança para si mesmo, pois seu corpo está se deteriorando e ele não tem como se ajudar ou mudar suas circunstâncias.
Em Jó 6:8-13, Jó continua sua resposta a Elifaz, expressando sua fraqueza e um desejo específico de ser libertado de sua dor através da morte, enquanto encontra consolo em saber que é inocente perante Deus da insistência de Elifaz de que seu sofrimento é resultado de seu próprio pecado. Mas Jó não pecou, e o leitor sabe que seu sofrimento não é um pagamento pelo pecado, como Elifaz alegou.
Na verdade, a provação de Jó é um teste de significado cósmico, de grande interesse para Deus e Satanás. Contudo, o próprio Jó desconhece essa contenda celestial. Ele simplesmente sofre e sente como se Deus tivesse voltado as mãos contra ele sem motivo. Mais tarde, veremos que Jó suspeita que Deus ignorou sua situação e que, com informações e orientação adequadas, o restauraria (Jó 23:6-7). Jó será devidamente repreendido e terá seu entendimento redirecionado nos capítulos 38 a 41.
Jó começa com um desejo que soa como um pedido de oração: "Quem dera o meu pedido se realizasse, e que Deus atendesse ao meu anseio!" (v. 8). A postura de súplica revela que Jó tem um desejo, mas esse desejo ainda não se concretizou. Deus recebe esse tipo de oração — como os clamores repetidos de Davi nos Salmos, quando ele implora por libertação e pede a Deus que considere a sua angústia (Salmo 13:1-2). Como a oração de Jesus no Jardim do Getsêmani (Marcos 14:34-36).
O “pedido” de Jó expressa a linguagem de um crente ferido, sem forças. Contudo, Jó não toma a situação em suas próprias mãos. Seu respeito pela soberania de Deus é constante ao longo de todo o livro (Jó 2:10). Provavelmente, essa é uma das principais razões pelas quais Deus exalta Jó e o torna um exemplo de fidelidade para todos os tempos (Ezequiel 14:14,Tiago 5:11).
A palavra hebraica traduzida como " anseio " é frequentemente traduzida como "esperança". Normalmente pensamos em "esperança" como a expectativa de uma grande melhoria em nossa situação. No caso de Jó, a melhoria que ele busca é a morte. Jó expressa com clareza o que espera: "Quem dera Deus me esmagasse, que soltasse a sua mão e me cortasse fora!" (v. 9)
A expressão "corta-me" refere-se a cortar o laço vital de Jó. Significa separar Jó da terra dos viventes. Jó percebe Deus como aquele que o segura em Sua mão e preserva sua vida. Seu desejo é que Deus solte Sua mão e o deixe morrer. Seu anseio de que Deus esteja disposto a esmagá-lo é um reconhecimento de que a vida pertence a Deus, para tirar ou dar. Jó honra a prerrogativa de Deus a esse respeito, o que é consistente com a declaração de Deus honrando Jó no final, de que ele falou corretamente a respeito de Deus (Jó 42:7).
Esse sentimento reflete o lamento de Jó no capítulo 3, onde ele ansiava pelo consolo da morte (Jó 3:11). Sabemos que Jó tinha fé de que desfrutaria da vida após a morte, como ele mesmo afirma claramente em Jó 19:25-27. O apóstolo Paulo expressa algo semelhante em sua esperança no céu em 2 Coríntios 5:2-4. Contudo, Paulo declarou que manteria seu foco em agradar ao Senhor, tanto na terra quanto no céu (2 Coríntios 5:9).
Jó agora fala de um consolo que repudia a acusação de Elifaz: "Mas ainda é a minha consolação, e eu me alegro na dor implacável, que eu não neguei as palavras do Santo. " (v.10)
As palavras de Elifaz ferem. Não oferecem sustento (como comida insípida, conforme Jó 6:6). O consolo de Jó não está em se sentir melhor; sua dor é tão intensa que ele a chama de sofrimento implacável. A consolação de Jó reside em não ter desobedecido ao SENHOR. Quando ele diz que não negou as palavras do Santo, está dizendo que honrou e seguiu a palavra de Deus.
É interessante notar que o livro de Jó provavelmente foi o primeiro livro das Escrituras a ser registrado por escrito. Portanto, as palavras às quais Jó se refere provavelmente são palavras de tradição oral, transmitidas através das gerações. Visto que recebemos discernimento sobrenatural como observadores deste grande drama, sabemos que Jó está falando com precisão (Jó 1:22, 42:7).
Esta é uma janela fundamental para a integridade de Jó. Jó encontra conforto na única âncora que ainda lhe resta: sua fidelidade a Deus. Tudo o mais lhe foi tirado — riqueza, filhos, saúde, estabilidade social — mas a lealdade de Jó ao Santo permanece. Vimos isso em sua reação inicial ao perder tudo, exceto sua esposa e saúde: ele prostrou-se e adorou a Deus (Jó 1:20-21).
O título Santo enfatiza a transcendência singular de Deus como o Criador que existe antes do tempo. Ele se descreve como Santo, dizendo em Levítico:
“Pois eu sou o SENHOR que os tirou da terra do Egito para ser o seu Deus; portanto, sejam santos, porque eu sou santo.” (Levítico 11:45)
Isso valida a precisão da tradição oral transmitida a Jó, bem como sua fidelidade em seguir as palavras do Santo. Esse tipo de perseverança prenuncia o chamado para se manter firme na fé em meio à provação (Tiago 1:12) e aponta para Jesus, que permaneceu fiel no sofrimento, confiando-se ao Pai mesmo quando o caminho o levava à morte (1 Pedro 2:23,Apocalipse 3:21).
Nos versículos 11 a 13, Jó começa a descrever sua falta de forças como um prelúdio para a próxima seção, onde expressará sua frustração com as acusações de seus amigos em um momento de grande fraqueza.
Jó faz duas perguntas retóricas que expõem o quão esgotado ele está: Que força tenho, para esperar? E que fim tenho, para perseverar? (v.11).
A resposta esperada para a pergunta "Qual é a minha força, para que eu espere?" é "Nenhuma". E a pergunta "E qual é o meu fim, para que eu suporte?" expressa um sentimento de desesperança. Jó não consegue vislumbrar nenhuma possibilidade futura, nenhum fim, além da morte, por isso anseia que ela chegue logo e ponha fim ao seu sofrimento. Novamente, como espectadores, sabemos que, na verdade, existe um fim glorioso para Jó que supera até mesmo seus sonhos mais ousados (Jó 42:10).
Paulo descreveu posteriormente um período em que a pressão era tão grande que ele se sentiu além de suas forças, a ponto de desesperar até mesmo da própria vida (2 Coríntios 1:8). Deus promete a todos os que o amam que suas recompensas serão inimagináveis (1 Coríntios 2:9).
Jó acrescenta mais duas perguntas retóricas que antecipam a resposta "Não": "Acaso a minha força é como a força das pedras, ou a minha carne é como bronze?" (v. 12). Ele está frágil, exausto e ferido. Jó rejeita qualquer expectativa de que deva carregar esse peso como se seus ossos fossem de metal. Essa descrição de sua fraqueza é um prelúdio para a próxima seção, onde ele envergonhará Elifaz e seus amigos por o terem humilhado quando ele já estava vulnerável.
Podemos observar que Deus falará severamente a Jó de maneira semelhante a Elifaz e seus amigos. A diferença é que as palavras de Deus são verdadeiras. O principal problema com a crítica de Elifaz é que ela não é verdadeira. Quando Jó ouvir a repreensão de Deus, ele reconhecerá plenamente a necessidade de se arrepender de sua perspectiva equivocada (Jó 42:6).
Jó encerra esta seção com uma admissão final de fraqueza. "Não está em mim o socorro? E a minha salvação não está longe de mim?" (v. 13). Jó confessa que os recursos nos quais antes confiava — resiliência interior, esperança lúcida, a capacidade de planejar — não estão mais disponíveis. Suas habilidades de execução o abandonaram. Sua motivação interior se foi. A palavra hebraica traduzida como "sucesso" é traduzida como "sucesso" no capítulo anterior, em Jó 5:12. Seu sucesso, e as capacidades que ele lhe proporcionava, desapareceram. Nenhum de seus recursos anteriores está à sua disposição.
Isso prepara o terreno para a próxima seção, onde Jó pedirá a seus amigos que demonstrem bondade e compartilhem a verdade com ele, em vez de acusações.
Jó 6:8-13
8 Quem dera que se cumprisse o meu rogo, e que Deus me concedesse o que anelo!
9 Que fosse do agrado de Deus esmagar-me, que estendesse a sua mão, e me exterminasse!
10 Então, eu acharia ainda conforto e exultaria na dor que não poupa; porque não tenho negado as palavras do Santo.
11 Pois que força é a minha, para que eu espere? Ou qual é o meu fim, para me portar com paciência?
12 É a minha força a força de pedras? Ou é de cobre a minha carne?
13 Não é verdade que não há socorro em mim, e que o ser bem sucedido me é vedado?
Jó 6:8-13 explicação
Em Jó 6:8-13, Jó continua sua resposta a Elifaz, expressando sua fraqueza e um desejo específico de ser libertado de sua dor através da morte, enquanto encontra consolo em saber que é inocente perante Deus da insistência de Elifaz de que seu sofrimento é resultado de seu próprio pecado. Mas Jó não pecou, e o leitor sabe que seu sofrimento não é um pagamento pelo pecado, como Elifaz alegou.
Na verdade, a provação de Jó é um teste de significado cósmico, de grande interesse para Deus e Satanás. Contudo, o próprio Jó desconhece essa contenda celestial. Ele simplesmente sofre e sente como se Deus tivesse voltado as mãos contra ele sem motivo. Mais tarde, veremos que Jó suspeita que Deus ignorou sua situação e que, com informações e orientação adequadas, o restauraria (Jó 23:6-7). Jó será devidamente repreendido e terá seu entendimento redirecionado nos capítulos 38 a 41.
Jó começa com um desejo que soa como um pedido de oração: "Quem dera o meu pedido se realizasse, e que Deus atendesse ao meu anseio!" (v. 8). A postura de súplica revela que Jó tem um desejo, mas esse desejo ainda não se concretizou. Deus recebe esse tipo de oração — como os clamores repetidos de Davi nos Salmos, quando ele implora por libertação e pede a Deus que considere a sua angústia (Salmo 13:1-2). Como a oração de Jesus no Jardim do Getsêmani (Marcos 14:34-36).
O “pedido” de Jó expressa a linguagem de um crente ferido, sem forças. Contudo, Jó não toma a situação em suas próprias mãos. Seu respeito pela soberania de Deus é constante ao longo de todo o livro (Jó 2:10). Provavelmente, essa é uma das principais razões pelas quais Deus exalta Jó e o torna um exemplo de fidelidade para todos os tempos (Ezequiel 14:14, Tiago 5:11).
A palavra hebraica traduzida como " anseio " é frequentemente traduzida como "esperança". Normalmente pensamos em "esperança" como a expectativa de uma grande melhoria em nossa situação. No caso de Jó, a melhoria que ele busca é a morte. Jó expressa com clareza o que espera: "Quem dera Deus me esmagasse, que soltasse a sua mão e me cortasse fora!" (v. 9)
A expressão "corta-me" refere-se a cortar o laço vital de Jó. Significa separar Jó da terra dos viventes. Jó percebe Deus como aquele que o segura em Sua mão e preserva sua vida. Seu desejo é que Deus solte Sua mão e o deixe morrer. Seu anseio de que Deus esteja disposto a esmagá-lo é um reconhecimento de que a vida pertence a Deus, para tirar ou dar. Jó honra a prerrogativa de Deus a esse respeito, o que é consistente com a declaração de Deus honrando Jó no final, de que ele falou corretamente a respeito de Deus (Jó 42:7).
Esse sentimento reflete o lamento de Jó no capítulo 3, onde ele ansiava pelo consolo da morte (Jó 3:11). Sabemos que Jó tinha fé de que desfrutaria da vida após a morte, como ele mesmo afirma claramente em Jó 19:25-27. O apóstolo Paulo expressa algo semelhante em sua esperança no céu em 2 Coríntios 5:2-4. Contudo, Paulo declarou que manteria seu foco em agradar ao Senhor, tanto na terra quanto no céu (2 Coríntios 5:9).
Jó agora fala de um consolo que repudia a acusação de Elifaz: "Mas ainda é a minha consolação, e eu me alegro na dor implacável, que eu não neguei as palavras do Santo. " (v.10)
As palavras de Elifaz ferem. Não oferecem sustento (como comida insípida, conforme Jó 6:6). O consolo de Jó não está em se sentir melhor; sua dor é tão intensa que ele a chama de sofrimento implacável. A consolação de Jó reside em não ter desobedecido ao SENHOR. Quando ele diz que não negou as palavras do Santo, está dizendo que honrou e seguiu a palavra de Deus.
É interessante notar que o livro de Jó provavelmente foi o primeiro livro das Escrituras a ser registrado por escrito. Portanto, as palavras às quais Jó se refere provavelmente são palavras de tradição oral, transmitidas através das gerações. Visto que recebemos discernimento sobrenatural como observadores deste grande drama, sabemos que Jó está falando com precisão (Jó 1:22, 42:7).
Esta é uma janela fundamental para a integridade de Jó. Jó encontra conforto na única âncora que ainda lhe resta: sua fidelidade a Deus. Tudo o mais lhe foi tirado — riqueza, filhos, saúde, estabilidade social — mas a lealdade de Jó ao Santo permanece. Vimos isso em sua reação inicial ao perder tudo, exceto sua esposa e saúde: ele prostrou-se e adorou a Deus (Jó 1:20-21).
O título Santo enfatiza a transcendência singular de Deus como o Criador que existe antes do tempo. Ele se descreve como Santo, dizendo em Levítico:
“Pois eu sou o SENHOR que os tirou da terra do Egito para ser o seu Deus; portanto, sejam santos, porque eu sou santo.”
(Levítico 11:45)
Isso valida a precisão da tradição oral transmitida a Jó, bem como sua fidelidade em seguir as palavras do Santo. Esse tipo de perseverança prenuncia o chamado para se manter firme na fé em meio à provação (Tiago 1:12) e aponta para Jesus, que permaneceu fiel no sofrimento, confiando-se ao Pai mesmo quando o caminho o levava à morte (1 Pedro 2:23, Apocalipse 3:21).
Nos versículos 11 a 13, Jó começa a descrever sua falta de forças como um prelúdio para a próxima seção, onde expressará sua frustração com as acusações de seus amigos em um momento de grande fraqueza.
Jó faz duas perguntas retóricas que expõem o quão esgotado ele está: Que força tenho, para esperar? E que fim tenho, para perseverar? (v.11).
A resposta esperada para a pergunta "Qual é a minha força, para que eu espere?" é "Nenhuma". E a pergunta "E qual é o meu fim, para que eu suporte?" expressa um sentimento de desesperança. Jó não consegue vislumbrar nenhuma possibilidade futura, nenhum fim, além da morte, por isso anseia que ela chegue logo e ponha fim ao seu sofrimento. Novamente, como espectadores, sabemos que, na verdade, existe um fim glorioso para Jó que supera até mesmo seus sonhos mais ousados (Jó 42:10).
Paulo descreveu posteriormente um período em que a pressão era tão grande que ele se sentiu além de suas forças, a ponto de desesperar até mesmo da própria vida (2 Coríntios 1:8). Deus promete a todos os que o amam que suas recompensas serão inimagináveis (1 Coríntios 2:9).
Jó acrescenta mais duas perguntas retóricas que antecipam a resposta "Não": "Acaso a minha força é como a força das pedras, ou a minha carne é como bronze?" (v. 12). Ele está frágil, exausto e ferido. Jó rejeita qualquer expectativa de que deva carregar esse peso como se seus ossos fossem de metal. Essa descrição de sua fraqueza é um prelúdio para a próxima seção, onde ele envergonhará Elifaz e seus amigos por o terem humilhado quando ele já estava vulnerável.
Podemos observar que Deus falará severamente a Jó de maneira semelhante a Elifaz e seus amigos. A diferença é que as palavras de Deus são verdadeiras. O principal problema com a crítica de Elifaz é que ela não é verdadeira. Quando Jó ouvir a repreensão de Deus, ele reconhecerá plenamente a necessidade de se arrepender de sua perspectiva equivocada (Jó 42:6).
Jó encerra esta seção com uma admissão final de fraqueza. "Não está em mim o socorro? E a minha salvação não está longe de mim?" (v. 13). Jó confessa que os recursos nos quais antes confiava — resiliência interior, esperança lúcida, a capacidade de planejar — não estão mais disponíveis. Suas habilidades de execução o abandonaram. Sua motivação interior se foi. A palavra hebraica traduzida como "sucesso" é traduzida como "sucesso" no capítulo anterior, em Jó 5:12. Seu sucesso, e as capacidades que ele lhe proporcionava, desapareceram. Nenhum de seus recursos anteriores está à sua disposição.
Isso prepara o terreno para a próxima seção, onde Jó pedirá a seus amigos que demonstrem bondade e compartilhem a verdade com ele, em vez de acusações.