Esta porção fornece um resumo dos princípios expostos nesta seção (versículos 11-28) relacionados à suspeita e ao ciúme de um marido em relação ao adultério de sua esposa.
Essa lei era chamada de “lei do ciúme” (v. 29). Ela deveria ser aplicada quando um dos ítens a seguir acontecesse:
Primeiro, quando uma esposa, estando sob a autoridade do marido, se desviasse e se contaminasse. Ou seja, seria o caso de uma esposa que tivesse cometido adultério;
Segundo, quando um espírito de ciúme viesse sobre um homem e ele tivesse ciúmes de sua esposa (v. 30), implicando que o marido suspeitava da infidelidade de sua esposa, porém não tinha evidências para prová—la.
Se qualquer uma das situações ocorresse, o marido deveria fazer com que a mulher viesse diante do Senhor, e o sacerdote aplicaria toda essa lei a ela, conforme descrito nos versículos 11-28.
A estipulação última da lei do ciúme era que o homem estaria livre de culpa, mas a mulher suportaria sua culpa (v. 31). Se a esposa fosse ou não achada culpada do adultério, o marido não deveria ser responsabilizado por nada. Se sua esposa fosse culpada, no entanto, ela sofreria as consequências.
A "lei do ciúme" aqui apresentada foi projetada para proteger a mulher de ser ferida ou morta por seu marido enfurecido. Era tarefa do Senhor julgar se ela fosse culpada ou protegê—la se ela fosse inocente.
Havia uma lei semelhante para os maridos infiéis? Se um homem tivesse relações sexuais com uma virgem, ele era obrigado a pagar a restituição e se casar com a mulher (Deuteronômio 22:28). Durante esta época, Deus permitia que os homens se casassem com várias esposas. Este não era o desígnio de Deus, conforme observado por Jesus (Mateus 19:3-12). Porém, Deus faz algumas acomodações para o pecado e os corações endurecidos (Mateus 19:8). Deus é misericordioso e ajuda as pessoas a crescerem como podem, desde que busquem crescer. É encorajador notar que Abraão obedeceu apenas parcialmente a Deus por muitos anos. Foi somente depois de ele se separar de Ló que ele finalmente seguiu à admoestação de Deus para deixar sua casa, bem como sua família (Atos 7:2-3; Gênesis 13:14).
Pode ser o caso de que, pelo fato de o homem estar diretamente sob a autoridade do SENHOR, caso ele fosse infiel, o SENHOR lidaria diretamente com ele. Esperava—se que os homens fossem inteiramente fiéis a Deus, assim como as mulheres. O adultério era uma afronta à comunidade autônoma ordenada por Deus e, portanto, à santidade de Deus, não importava quem cometesse tal pecado.
Deus parece ter suspendido a lei do ciúme devido à infidelidade e falta de liderança dos homens. Podemos ver evidências disso em Oséias, onde Deus diz:
"Não castigarei vossas filhas, quando fornicarem, nem vossas noivas, quando cometerem adultério; porque eles se retiram com as meretrizes e com as prostitutas sacrificam; e o povo que não tem entendimento será subvertido" (Oséias 4:14).
Este versículo parece indicar que Deus estava revogando a consequência da infidelidade das mulheres sob essa provisão. Os homens eram culpados de levar suas comunidades ao culto pagão e o culto pagão era repleto de exploração sexual. Portanto, Deus não estava mais responsabilizando as mulheres — elas estavam apenas seguindo aos costumes estabelecidos pelos homens.
Conforme estabelecido em Oséias, uma vez que Israel havia sido infiel a Deus, como seu marido, Ele os entregou aos invasores. Tanto Israel quanto Judá foram levados ao exílio como consequência de sua infidelidade (1 Crônicas 9:1). Talvez essa "lei do ciúme" fosse um retrato de como Deus lidaria com Israel caso eles cometessem adultério contra Ele. O livro de Oséias e o capítulo 16 de Ezequiel aplicam a ilustração de Deus como marido a uma esposa adúltera.
Embora não estejam sob essa lei, os crentes do Novo Testamento são instruídos a não cometerem adultério, sob o risco de serem julgados e perderem as bênçãos de Deus, que é a recompensa da fidelidade (Hebreus 13:4; 1 Pedro 3:7; 1 Coríntios 3:10-15; 2 João 1:8; Colossenses 2:18). Além de levar à perda das recompensas de Deus, o pecado também cria consequências adversas nesta vida (Romanos 1:24, 26, 28; Gálatas 6:8). Paulo nos diz que o pecado sexual tem uma consequência adversa maior, pois é um pecado contra nosso próprio corpo (1 Coríntios 6:18).
Números 5:29-31
29 Esta é a lei dos ciúmes, quando uma mulher, estando debaixo do domínio de seu marido, se desviar e for contaminada;
30 ou, quando um homem, tomado dum espírito de ciúmes, se abrasar contra sua mulher. Ele apresentará a mulher diante de Jeová, e o sacerdote fará que se cumpra com ela toda esta lei.
31 O homem será livre da iniquidade, e aquela mulher levará sobre si a sua iniquidade.
Números 5:29-31 explicação
Essa lei era chamada de “lei do ciúme” (v. 29). Ela deveria ser aplicada quando um dos ítens a seguir acontecesse:
Se qualquer uma das situações ocorresse, o marido deveria fazer com que a mulher viesse diante do Senhor, e o sacerdote aplicaria toda essa lei a ela, conforme descrito nos versículos 11-28.
A estipulação última da lei do ciúme era que o homem estaria livre de culpa, mas a mulher suportaria sua culpa (v. 31). Se a esposa fosse ou não achada culpada do adultério, o marido não deveria ser responsabilizado por nada. Se sua esposa fosse culpada, no entanto, ela sofreria as consequências.
A "lei do ciúme" aqui apresentada foi projetada para proteger a mulher de ser ferida ou morta por seu marido enfurecido. Era tarefa do Senhor julgar se ela fosse culpada ou protegê—la se ela fosse inocente.
Havia uma lei semelhante para os maridos infiéis? Se um homem tivesse relações sexuais com uma virgem, ele era obrigado a pagar a restituição e se casar com a mulher (Deuteronômio 22:28). Durante esta época, Deus permitia que os homens se casassem com várias esposas. Este não era o desígnio de Deus, conforme observado por Jesus (Mateus 19:3-12). Porém, Deus faz algumas acomodações para o pecado e os corações endurecidos (Mateus 19:8). Deus é misericordioso e ajuda as pessoas a crescerem como podem, desde que busquem crescer. É encorajador notar que Abraão obedeceu apenas parcialmente a Deus por muitos anos. Foi somente depois de ele se separar de Ló que ele finalmente seguiu à admoestação de Deus para deixar sua casa, bem como sua família (Atos 7:2-3; Gênesis 13:14).
Pode ser o caso de que, pelo fato de o homem estar diretamente sob a autoridade do SENHOR, caso ele fosse infiel, o SENHOR lidaria diretamente com ele. Esperava—se que os homens fossem inteiramente fiéis a Deus, assim como as mulheres. O adultério era uma afronta à comunidade autônoma ordenada por Deus e, portanto, à santidade de Deus, não importava quem cometesse tal pecado.
Deus parece ter suspendido a lei do ciúme devido à infidelidade e falta de liderança dos homens. Podemos ver evidências disso em Oséias, onde Deus diz:
"Não castigarei vossas filhas, quando fornicarem, nem vossas noivas, quando cometerem adultério; porque eles se retiram com as meretrizes e com as prostitutas sacrificam; e o povo que não tem entendimento será subvertido" (Oséias 4:14).
Este versículo parece indicar que Deus estava revogando a consequência da infidelidade das mulheres sob essa provisão. Os homens eram culpados de levar suas comunidades ao culto pagão e o culto pagão era repleto de exploração sexual. Portanto, Deus não estava mais responsabilizando as mulheres — elas estavam apenas seguindo aos costumes estabelecidos pelos homens.
Conforme estabelecido em Oséias, uma vez que Israel havia sido infiel a Deus, como seu marido, Ele os entregou aos invasores. Tanto Israel quanto Judá foram levados ao exílio como consequência de sua infidelidade (1 Crônicas 9:1). Talvez essa "lei do ciúme" fosse um retrato de como Deus lidaria com Israel caso eles cometessem adultério contra Ele. O livro de Oséias e o capítulo 16 de Ezequiel aplicam a ilustração de Deus como marido a uma esposa adúltera.
Embora não estejam sob essa lei, os crentes do Novo Testamento são instruídos a não cometerem adultério, sob o risco de serem julgados e perderem as bênçãos de Deus, que é a recompensa da fidelidade (Hebreus 13:4; 1 Pedro 3:7; 1 Coríntios 3:10-15; 2 João 1:8; Colossenses 2:18). Além de levar à perda das recompensas de Deus, o pecado também cria consequências adversas nesta vida (Romanos 1:24, 26, 28; Gálatas 6:8). Paulo nos diz que o pecado sexual tem uma consequência adversa maior, pois é um pecado contra nosso próprio corpo (1 Coríntios 6:18).